Mobilização de combate ao Aedes aegypti será reforçada a partir de sexta-feira em Rondônia

O combate ao mosquito causador da dengue, zika e chikungunya será reforçado a partir de sexta-feira (2), data em que todo o País é convocado a se mobilizar contra o Aedes aegypti. Em Rondônia, a solenidade de abertura para o enfrentamento desse problema será realizado a partir das 8h, na Escola Estadual Major Guapindaia, em Porto Velho. Na ocasião serão entregues quatro veículos para suporte logístico para os municípios mais populosos do estado: Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena.

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Lixo doméstico é o principal criadouro do mosquito em Rondônia

O evento contará com a presença de representantes da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), do Governo Federal; diretores de escolas e profissionais do Programa Saúde da Família (PSF). Durante o dia também haverá a realização de pit stops em pontos estratégicos da capital e no interior.

‘‘A nossa proposta é sensibilizar e mobilizar a população sobre a importância de evitar os três agravos causados pelo Aedes aegypti: dengue, zika e chikungunya, principalmente neste período sazonal que é o mais crítico, onde se formam os maiores números de criadouros devido às chuvas’’, afirmou o coordenador do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Sid Orleans.

MUTIRÃO

Segundo o coordenador, a ideia é que sejam feitos mutirões semanais de eliminação dos criadouros do mosquito. ‘‘ A nossa ideia é sensibilizar as pessoas para que não estejam atentas apenas as suas próprias residências, mas também para os espaços coletivos que elas fazem parte, inclusive de limpeza das próprias escolas em mutirões semanais. Estamos sensibilizando também os órgãos públicos estaduais a eleger uma comissão para fazer vistoria semanal nos locais de trabalho’’, disse.

Na capital, a Agevisa conta com a parceria das Forças Armadas no combate ao Aedes aegypti. ‘‘São disponibilizados cerca de 200 homens para garantir esses mutirões para o alcance da meta de 100% das residências visitadas no município de Porto Velho, que representa cerca de 30% da população de Rondônia’’, destacou Orleans.

Para o coordenador, a conscientização também deve ser feita através de palestras. ‘‘Nós só vamos vencer a dengue quando mudarmos hábitos, como por exemplo, o tratamento de resíduo sólido, uma vez que o lixo é o maior criadouro que existe em Rondônia’’, citou.

O último levantamento do índice de infestação predial divulgado pela Agevisa aponta que nove municípios rondoninses estão com alto risco de surto: Alto Paraíso, Buritis, Campo Novo, Monte Negro, Espigão do Oeste, Itapuã do Oeste, Governador Jorge Teixeira, Rolim de Moura e Parecis. Outros 17 estão com risco médio de surto e nos outros 26 o risco é considerado baixo. Este ano já foram confirmados 7.400 casos de dengue, seis de chikungunya e 524 de zika no estado. Segundo Sid Orleans, nenhum caso de microcefalia relacionada à zika foi confirmado em Rondônia.

De acordo com a diretora-executiva da Agevisa, Tânia Medeiros, a Agevisa mantém o monitoramento constante em todo o estado, e através de reuniões semanais do comitê é realizada avaliação da condição de cada município para definir ações estratégicas de apoio. Entre elas a disponibilização de veículos com bomba para eliminar o Aedes aegypti (popular fumacê). O estado possui 15 veículos com essa finalidade.

‘‘Centenas de doenças não são causadas pelo comportamento humano, mas a dengue não, ela é causada quase que exclusivamente pelo mau hábito. Então, vencer a dengue, zika e chikungunya é muito mais uma ação coletiva. Se a população não abraça a causa, os serviços públicos têm muito pouco a fazer’’, considera o coordenador, que convida a população a se mobilizar contra o mosquito causador dessas doenças.