Workshop capacita profissionais e pais sobre o Método DIR Floortime para autistas

A Associação Wesleyana de Assistência Social e a Assessoria Acadêmica e Desenvolvimento Profissional realizaram no Hotel Rondon Palace em Porto Velho no último fim de semana, nos dia 3 e 4 de dezembro, o Workshop “Modelo DIR FLOORTIME” para Autistas, ministrado pela  fisioterapeuta Helena Gueiros do Rio de Janeiro.  Participaram do evento profissionais da educação (pedagogas), saúde (psicólogas, terapeutas ocupacionais, preparadores físicos e fonoaudiólogos) e interessados na temática (pais) da capital, interior e do estado do Acre.

De acordo com a organizadora do workshop Marxlene Bezerra Vieira, o evento teve como finalidade ampliar o conhecimento acerca do autismo  e as possibilidades de inclusão, tendo como uma das propostas o método DIR Floortime voltado para a integração sensorial da criança com TEA (Transtorno do Espectro Autista) com a participação nas atividades lúdicas.

A palestrante que também é pós-graduada em psicomotricidade, terapeuta DIR/Floortime advanced provider, formação técnica em integração sensorial pela SPD Foundation, coordenadora da pós-graduação em Desenvolvimento Infantil da Faculdade Redentor (RJ), docente da Graduação da Faculdade Redentor e criadora do Circuito Online de Palestra Sobre o Autismo (Conpsau) apresentou o método aos participantes de uma forma interativa e esclarecedora que envolve não somente terapeutas, mas a família durante os atendimentos.

O método DIR FLOORTIME foi desenvolvido pelo psiquiatra infantil Stanley Grenspan. O Floortime trabalha princípios para facilitar os níveis de desenvolvimento. O DIR especificamente engloba os níveis de desenvolvimento, as diferenças individuais e os relacionamentos. “O cliente não é a criança, mas a família. O objetivo não é tornar os pais terapeutas mas que aprendam a entender as necessidades dessas crianças”, enfatizou a palestrante.

A palestrante deixou claro também que a inclusão escolar não é colocar a criança na sala seguindo a rotina dos amigos. “É dar suporte para que ela tenha qualidade em toda sua rotina escolar e fornecer as adaptações necessárias”, frisou.

Depoimentos

A psicóloga Janaina Sampaio que também é mãe de uma criança autista, o Vinícius 10 anos, já conhecia o método. “Minha identificação com o modelo de trabalho dela foi imediata. Me sinto feliz por profissionais daqui terem a oportunidade de conhecer uma metodologia que prioriza a individualidade da criança, respeitando suas etapas de desenvolvimento, que possibilita promover a construção das competências sociais e emocionais a partir de uma relação mais efetiva. Buscamos um mundo mais humanizado para as pessoas com TEA e acredito que daqui para frente muitos dos participantes vão levar consigo um pedacinho da mensagem deixada pela Helena”, avaliou.

Já a psicóloga Flores Costa ao se referir à inclusão escolar acredita que os autistas não conseguem se adaptar aos métodos que são utilizados hoje. “Meu sonho é que as escolas se adaptem às necessidades das crianças autistas. As escolas precisam ser preparadas para receber todas as crianças sabendo que são únicas”, afirmou.

Para a arquiteta Fernanda Moreira, mãe de Luís Fernando de 10 anos que tem autismo leve (Asperger), o método apresentado pela palestrante  traz orientações para vencer barreiras e alcançar ganhos qualitativos para a vida prática das crianças. “Penso que ajuda muito na própria relação da criança com a família e com quem mais se propor a conhecer o método. Foi um excelente aprendizado”, destacou.

Já a publicitária Muriely Alves, mãe do Heitor de dois anos descobriu o diagnóstico de autismo de seu filho há um mês falou que estava perdida, digerindo este novo mundo que é a descoberta do autismo. “As informações que recebi nesses dois dias me deram  direção e o mais importante: esperança. Sou grata por este workshop ter acontecido neste momento. Helena Gueiroz passou credibilidade na palestra o tempo todo e mostrou que é uma autoridade de excelência no assunto”, afirmou.

Fonte: divulgação Os Vigilantes de Rondônia